segunda-feira, 31 de março de 2014

DE MENINO POBRE, AGORA RICO!




Me lembro de quando tinha meus 7 anos de idade, quando a minha escola no interior de São Paulo estava fazendo uma excursão para Campos do Jordão. Eu estava animado para ir, mesmo sem saber ou imaginar como seria a cidade, apenas tendo a noção de que seria um lugar muito frio. Minha mãe não deixou que eu fosse, disse que estava sentindo algo de ruim, um mal presságio e, por isso achou melhor ficar em casa. A turma sairia às 4 da manhã. Me lembro como se fosse hoje, neste horário eu acordado muito chateado por não ter ido. O pressentimento ruim que minha mãe teve foi coisa boba, não chegou a acontecer nada demais no caminho. Apenas o ônibus chegou a quebrar, nada mais. Não tinha a noção de tempo daqui até Campos, por isso cheguei a não me arriscar, por achar ser um lugar longe, até descobrir que é mais perto do que imaginava. Coisa boba, ou não, realizei um sonho de criança, matei minha vontade de ir nesta cidade cheia de encanto.





Minha intenção era fazer um bate-volta. Queria conhecer, mas voltaria no mesmo dia. Fui somente com a roupa do corpo, se fosse o caso, compraria algo por lá. Chegando à cidade, comecei a sentir muito frio, por garantia cheguei a fazer uma reserva no hotel, caso fosse realmente ficar. Parei numa loja para comprar uma blusa que vi na vitrine e gostei muito, entro, escolho o que gostei e, quando saio de lá, estava cheio de sacolas de roupas nas mãos. Não voltaria pra casa com aquela sacola toda nas mãos, então, comprei uma mochila, uma mala e fui para o hotel onde a reserva estava me esperando. Fui com a roupa do corpo e voltei cheio de malas. O povo da cidade se veste muito bem, sempre (a maioria) usando roupas de marcas e camisas polo. Pra não ficar de fora da turma, investi pesado ($$$) nas roupas de marcas (achei várias marcas que gosto) e voltei com um guarda-roupa novo. Inclusive, trouxe um tapete feito com pele de carneiro, muito gostoso, para dar de presente a minha sobrinha (pra ela colocar naquela barraquinha que dei a ela). Ah, eu não tive infância, por isso aproveito agora.

A degustação de queijos e vinhos foi uma das coisas que me deixou muito empolgado. Sem contar que adorei a recepção que a dona do hotel que me hospedei teve comigo, muito educada e atenciosa com seus clientes. Conversava comigo sobre pessoas que tentavam prejudicar a imagem do hotel com comentários maldosos no site. Sim, lá também tem gente filha da puta!




No meu último dia de hospedagem conheci o mulçumano, um cara brincalhão que logo de cara me pergunta se não tenho medo de ele ser um terrorista. Respondo a ele que meu interesse aumentou quando soube que ele era muçulmano, disse na brincadeira que o imaginei cheio de bombas e me estourando todo hahaha. Ele estava hospedado no mesmo hotel que eu, e acabamos nos conhecendo na sala de jogos. Muito interessante!


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