quarta-feira, 10 de setembro de 2014

CASTELO RÁ-TIM-BUM, SÃO PAULO

Há tempos estava marcando de ir para São Paulo visitar a exposição do Castelo Rá-Tim-Bum, no Museu de Imagem e Som, mas o medo da cidade grande, assaltos e tumulto acabaram me deixando com medo de ter ido conhecer antes.


Ontem, acabei chamando uma amiga para ir comigo, assim me sinto mais seguro tendo alguém do meu lado. Não sei exatamente se era medo ou ansiedade que eu estava sentido, afinal, São Paulo é uma cidade que estou pra conhecer faz tempo. Minha amiga mesmo disse: “Você foi pra Buenos Aires e Salvador sozinho, e está com medo de São Paulo?”. É, nem eu sei explicar isso.


O Castelo Rá-Tim-Bum é um programa que fez parte da minha vida. Impossível não gostar e ficar encantado com um programa de Tv dos anos 90 que, praticamente, educou a mim e a muitas outras crianças da época. Chegando em Sampa, no museu onde estava acontecendo a exposição, veio a surpresa. Não tinha mais ingressos para o dia! Quando fomos ao guichê e o rapaz disse que havia esgotado, meu dia terminou ali mesmo. Faltou pouco para chorar, mas me seguirei. Cheguei a ler na internet relatos de pessoas reclamando do tratamento dos funcionários do museu, afirmando que estavam agindo de má vontade. Sim, eu também percebi isso. O mesmo rapaz que havia nos informado que os ingressos tinham se esgotados, poderia ter informado que, muitos acabam deixando de ir à exposição e devolvem os ingressos na bilheteria, ou até mesmo que alguém que estava na fila, poderia estar a fim de vender os ingressos que estavam com eles. Pois ontem, a entrada era gratuita. Só que ele não nos informou isso e graças a minha amiga, ela saiu perguntando para o pessoal da fila quem estava a fim de vender os ingressos. Ninguém se habilitou, também, se fosse alguém querendo comprar o meu, com certeza eu não venderia. Na fila, conhecemos duas meninas de Recife que acabou sendo de grande ajuda. Após as mesmas recusarem vender seus ingressos para mim, ela informou que uma mulher tinha acabado de fazer uma devolução de 4 ingressos. Voltamos na bilheteria e, por sorte, tinha apenas 1 disponível. Com o tempo, minha amiga conseguiu outro para ela.
Nossa, fiquei me sentindo tão privilegiado por estar diante do cenário e alguns objetos originais do programa. Nunca imaginei na vida que fosse um dia entrar no castelo. Foi emocionante. A grande maioria das pessoas lá eram todos adultos. Pessoas que, como eu, há anos atrás curtia o programa. Hoje em dia, crianças desconhecem e não gostam do Castelo Rá-Tim-Bum, o que pra mim, chega a ser até falta de cultura. Crianças na fila, até que tinha, mas o foco mesmo era os marmanjos, que chegam às 5 da manhã para conseguir um ingresso para às 15:00 hrs.





A intenção era de ficar um pouco mais em Sampa, mas eu estava todo dolorido devido ao exagero na malhação no dia anterior. Não conseguia me mexer direito. Saímos do museu e viemos embora.

Lado Ruim: Conheci também o lado grosso dos paulistanos!  A primeira reação que eu tive quando o garoto (gay) da bilheteria afirmou ter acabado os ingressos, foi de ir embora na mesma hora. Imagino quantas pessoas saíram de longe com o mesmo propósito e quebraram a cara por ele dizer que não tinha mais ingressos. Nota 0 para o tratamento dele, que sabia que na fila poderia haver pessoas com ingressos sobrando. Exatamente o que outro funcionário fez, perguntou para todos da fila se tinha alguém com ingresso a mais pra dar a outra pessoa.




Mais um dia vivido. Outro desejo realizado.



2 comentários:

  1. Cara! Fui no Miss ver a exposição. Castelo Rá Tim Bum marcou a minha vida. Comprei o ingresso pela internet e foi um parto. Mas valeu a pena :) Ahh... Paulista até pode latir ás vezes, mas não morde viu?
    bjo.

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    1. Esta data foi especial. Acabou marcando a minha vida também. Com relação ao tratamento dos paulistas, nem me importei muuuito hahaha, já me acostumei com a forma ignorante das pessoas de minha cidade...

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