terça-feira, 16 de setembro de 2014

ESCALEI O PICO DAS AGULHAS NEGRAS – 6ª MONTANHA MAIS ALTA DO BRASIL!

Estava tudo certo para eu ir passar um dia no resort, em Mangaratiba. Já tinha visto os valores, os passeios que iria fazer e até minha suíte. Dormi animado, mas acordei com outros planos. A vontade de ficar na praia tinha passado, eu estava querendo naquele momento era aventura! Acabei ligando para um amigo e pedi que me levasse até o Pico das Agulhas Negras, que fica no Parque Nacional de Itatiaia, um lugar que me encantou quando via as fotos de plantas e animais que só vivem lá no alto. O Pico das Agulhas Negras, com 2 791,55 metros de altitude, é o ponto culminante do estado do Rio de Janeiro, a quarta montanha mais alta do estado de Minas Gerais, e a sexta montanha mais alta do Brasil. Saí cedo de casa, chegamos ao parque por volta das 11h00min, foi quando iniciamos nossa caminhada. Eu sabia que o lugar era bonito, longe (mas nem tanto), alto (mas nem tanto) e tranquilo. Mas não imaginava que pudesse ter tantos perigos escondidos entre as rochas, tendo como chão um abismo.

 
Pouco antes de chegar ao topo

A ida estava sendo tranquila. Fomos conversando, nos distraindo com a beleza do lugar. Mas isso até certo ponto. Tínhamos esquecido a garrafa de água dentro do carro. Não deu outra, o cansaço por causa da sede acabou me pegando no meio do caminho. Precisava de água pra me dar aquele empurrão na subida, pois o caminho ainda era longo.


Meu amigo disse: “leve blusa de frio, pois lá em cima é muito gelado”. Ouvindo isso, acabei me preparando para uma nevasca. Calça, camisa polo e mais duas blusas na mochila. Pela forma que ele falou, achei que fosse ver neve quando chegássemos ao pico. Estava esperando um frio tipo de Campos do Jordão, mas não foi bem assim. Estava quente, com sol, tempo muito agradável, e eu derretendo com uma roupa de inverno e que me custou caro, tanto à roupa que comprei quanto os estragos que acabei fazendo nela, pois não imaginava que o caminho fosse um labirinto, cheio de sobe, desce e de se enfiar entre as rochas. Nunca imaginei que um dia eu fosse escalar uma montanha de pedras, sem equipamentos E NA MÃO! Só consegui ter tato, pois a cada pedra que eu subia, olhava pra baixo e via o abismo, de tão alto. Das duas uma, ou segurava forte, ou morria com a vertigem e caía daquela altura.

Tentei ficar de pé na pedra. Mas não tenho muito equilíbrio.


Foi melhor do que fazer aula de yoga. Me alonguei todo!

No alto, (aquele pontinho branco) estava o grupo que encontramos mais tarde

Quando chegamos ao topo, encontramos com um grupo de turistas que estavam se aventurando como a gente. Mas muito bem equipados com cordas, água e bem hidratados. Eu fiquei constrangido, pois entre eles, havia pessoas de idade. E eu ali, quase morrendo. Mas como disse, eles estavam equipados com suprimentos. No alto do pico, tem um livro de assinaturas, onde todos que sobem deixam registrados uma mensagem. A meta era chegar lá, mas não consegui. Meu amigo andava com facilidade entre as pedras, parecia um macaco-aranha, subindo pela quina da montanha, bem na pontinha. Eu passava mal só de ver.

Meu amigo me deixando nervoso, querendo ir na ponta da pedra.

Se eu fosse de me levantar, eu ia cair. Com medo, fiquei sentado.




Faltava apenas uma rocha para eu escalar e chegar até o livro, que fica dentro de uma caixa de ferro. Mas não dava mais. Estava sem tato, tonto, com sede e fraco. Acabei trapaceando e pedi ao meu amigo que jogasse o livro pra mim, só assim para eu assinar. O caminho que ele achou para subir era muito arriscado, com certeza eu iria cair se fosse tentar subir por ela. E olha que, era bem curto, seria uma subida rápida, mas a minha queda também seria pior. Teve momentos que eu tinha a certeza de que iria morrer. Sério, não é suposição, eu realmente achei que fosse morrer com a queda, pois estava fraco, pensei que fosse desmaiar. O caminho todo, ida e volta, deu mais ou menos umas 6 horas de caminhada e sem água! Depois que eu desci e cheguei em casa, pude dar risada do que aconteceu. Das vezes que eu deitava nas rochas e ficava, desfalecido olhando para baixo, aumentando ainda mais o meu medo. Mas no fim, senti MUITA adrenalina, me senti vivo, senti meu coração bater na boca e assinei o livro.

Assinatura no livro (caderno). Eles sempre renovam, pois muitas pessoas o assinam.
estava tremendo, saiu meio torto haha. Neste ponto, faltava uma pequena rocha para escalar, a qual desisti por medo.


2 comentários:

  1. Olá Hiago, estou adorando acompanhar seu blog. Resolvi comentar nessa postagem em especial porque já escalei essa montanha também, e pretendo voltar lá logo em breve. É uma ótima sensação libertadora, de pura reflexão consigo mesmo. Recomendo que você volte lá, com roupas mais confortáveis para a temperatura e água, rsrs. Curtir aquela paisagem e aquela paz que o local transmite não tem preço. Enfim, é fantástico. Tô continuando acompanhando aqui seu blog, parabéns! @fewoura TT.

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    1. Obrigado. Tô pensando em voltar lá mesmo (com roupas mais confortáveis hahhaha). Quem sabe a gente não marca e escalamos juntos.

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