domingo, 17 de maio de 2015

PUNTA DEL ESTE - 5 MINUTOS

Bom dia.

Ontem estava sendo meu terceiro dia aqui em Punta Del Este. Confesso que estava ficando entediado, pois aqui não tem tantos pontos turísticos como as cidades do Brasil. Vale mais para pessoas que querem fazer compras de produtos importados, fora isso, você fica quase que o dia todo sem fazer nada. Não estou reclamando ou criticando a cidade, ela é linda e acolhedora, mas eu gosto de andar e conhecer pontos históricos.

Eu achava que os uruguaios eram pessoas muito reservadas. E até são, mas ontem acabei conhecendo alguns que me mostraram o contrário e tomaram a iniciativa. Estava na praia, ainda era cedo quando o sol resolve esquentar e começar a fazer calor. Coloquei meu chinelo, camiseta, bermuda e fui caminhar pela areia. Um senhor sem camisa me vê e vem em minha direção. Eu fiquei sem graça, pois ele não disfarçou, então, fingi que não era comigo e tentei me esquivar dele. Ele passa por mim lambendo os lábios de uma forma totalmente vulgar, como se estivesse lambendo em volta dos lábios para tirar algo que tenha comido. E assim foi indo, até ele chegar perto e me perguntar às horas. Começamos a conversar, ele me faz um convite de ir até sua casa, mas eu recuso. Disse que estava na cidade com meu irmão. Não estava a fim de sair com ele. No Brasil, ele seria chamando de afeminado, pois ele demonstra traços de “mulherzinha”. Mas na boa, eles são bem mais discretos que as bibas do Brasil.

Eu estava esperando ansioso pelos meus 5 minutos. Estes minutos são meus momentos em que paro pra pensar na vida, na viagem e agradecer a Deus pelas minhas conquistas. Estava angustiado, pois não tive este meu momento, o que me fez pensar se a viagem realmente valeu a pena. Logo mais à noite, resolvi comer num restaurante que fica no porto da cidade, o Peperone, e me despedir do lugar que é muito bom.

Na volta do restaurante acabei conhecendo o Alejandro, (eu gosto da pronúncia do nome, tipo Alerrandro) um uruguaio muito interessante. Ele foi outro que tomou a iniciativa, e depois de me encarar na rua, literalmente me convida para ir até à escuridão da praia. Não dispenso um gringo, não perdi tempo e fui. Que cara gostoso! Fiquei encantado por ele. Coloquei em prática meu “portunhol” e nos entendemos muito bem. Foi assim com todas as pessoas que tive contatos por aqui. Achei engraçado quando ele estava me chupando e eu forçando sua cabeça contra mim para que me engolisse inteiro. Não queria machucá-lo, então disse a ele: se te machucar avise, ok? E ele sem entender o que eu disse, responde: o que é machucar? Dei risada, e continuei. Também, não era pra menos, a palavra machucar em espanhol seria herir.
Acabei me soltando com ele. Tipo uma explosão, sabe? Na hora de gozar, ele se agacha e gozo em cima dele. O mais cômico em seguida, foi vê-lo se limpar com areia. Sim, areia! Ele passava areia nas mãos e no peito. Disse que fazendo assim, absorvia e ficava limpo. E não é que fica mesmo! No fim, um beijo pra se despedir e ir embora.


Depois disso, acabei tendo meus cinco minutos. Foi o estímulo que eu precisava para me sentir ainda mais contente. Fiquei pela orla da praia, sentindo o vento frio bater em meu rosto enquanto ainda sentia o gosto de Alejandro.


2 comentários:

  1. Cara, achei seu blog maravilhoso... Queria muito fazer programa, mas não sei por onde começar. Queria saber se podemos trocar uma idéia?

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  2. Sim, claro que podemos. Se quiser, pode me ligar :-)

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