segunda-feira, 17 de julho de 2017

VÍDEO MOSTRA PAIS ENSINANDO MASTURBAÇÃO A FILHOS DE 10 ANOS

Um vídeo divulgado recentemente no canal do Youtube “WatchCut Video” com o nome de “Pais explicam masturbação”, no qual pais e filhos, que tem em média dez anos, aparecem sentados em um sofá e conversando sobre masturbação tem causado polêmica. O conteúdo da produção está dando o que falar nas redes sociais por mostrar os pais explicando o que é a prática e dando dicas de como as crianças podem se masturbar. 


vídeo faz parte de uma série de vídeos curtos intitulada “Pais Explicam”, que mostra os pais conversando com os filhos temas como sexo, existência do Papai Noel, menstruação e polícia. No conteúdo em questão, os adultos dão dicas para as crianças e usam objetos sexuais como um vibrador em formato de pênis para explicar qual a forma correta de se masturbar.

Não acho cedo para ensinar a masturbação e forma correta de se fazer. Na minha infância, convivi com amigos que usavam cabo de vassoura como “brinquedo erótico” e até mesmo frasco de desodorante, podendo assim causar um grave acidente. E quem não vê esses casos de pessoas que enfiam “coisas” estranhas dentro de si mesmo? Quando se trata de um adulto, eu considero fetiche, mas sendo crianças, tem mesmo que dar uma atenção maior sobre o assunto.

Na produção, os pais contam quando começaram a se masturbar e compartilham experiências que já viveram. Além disso, eles incentivam as crianças a manipular os brinquedinhos sexuais, explicam qual a melhor forma de usá-los e ainda perguntam se elas já se tocaram. Os adultos também orientam as crianças a sempre fazerem isso quando estiverem sozinhas e em um ambiente reservado.

Eu apoio a atitude destes pais, pois os meus nunca conversaram sobre sexo e masturbação comigo. Ou seja, aos 17 anos eu tinha dúvida se mulheres mijavam pela vagina ou ânus (olha a inocência). Descobri a masturbação aos 13 anos, e foi estranho, pois não sabia que aquele líquido branco que saía era o esperma e menos ainda que aquilo engravidava alguém. A inocência era tanta, que eu acreditava que poderia contrair HIV através da masturbação  (dependendo da criança, aos 9 anos de idade já começam a fase de descoberta do corpo e a prática da masturbação). 


O conteúdo do vídeo desagradou a maioria dos internautas, mas vamos combinar que crianças de hoje em dia estão iniciando suas vidas sexuais muito mais cedo do que crianças da minha época (sou da década de 80). Não é à toa que se vê hoje em dia crianças com 14 ou 15 anos de idade que se tornaram pai.




Leia Mais ►

sexta-feira, 14 de julho de 2017

ESTUDANTE ACUSA POLICIAL CIVIL DE AGRESSÃO MOTIVADA POR HOMOFOBIA EM NITERÓI

O calouro de artes na UFF, Andrei Apolonio dos Santos, 23, denunciou na tarde desta sexta-feira (14) agressões motivadas por LGBTfobia de um agente de segurança pública em plantão na unidade da Polícia Civil em Itaipu, região oceânica de Niterói.

O caso foi levado à Corregedoria Interna da Polícia Civil (COINPOL) na noite desta quinta-feira (13), onde a delegada de plantão, Viviane Batista, determinou o registro da ocorrência e o encaminhou a exame de corpo de delito. A assessoria da COINPOL informou que está previsto para a próxima segunda-feira (17) a realização do auto de reconhecimento dos policiais acusados da agressão.

As Comissões de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Niterói e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) estão acompanhando o caso de Andrei, e oferecendo suporte à vítima no decorrer do processo.

“Eu quero justiça, eu quero que a pessoa que fez isso veja o quão marginal e animalesca ela foi. Ele deve pagar por isso”, disse o estudante.

Andrei conta que comemorava o fim do primeiro período na Universidade Federal Fluminense com amigos na última quarta-feira (12), e no percurso de volta para casa adormeceu no ônibus e quando acordou, por volta de 4h da manhã, se deu conta de que seu celular havia sido furtado. Em seguida, ainda de acordo com o estudante, se dirigiu a 81ª DP de Itaipu para fazer o registro de ocorrência, quando foi agredido verbalmente e fisicamente pelo policial de plantão na madrugada de quinta.

O estudante alega ter sido arrastado para dentro da delegacia, ao mesmo tempo em que era humilhado por sua orientação sexual, e após tentativa de fuga, fora novamente agredido fisicamente até perder três dentes. 

“Eu entrei em um lugar para fazer um Boletim de Ocorrência sem nenhum arranhão e sai aos cacos e sem o registro. Mas estou bem, podia estar pior”, disse Andrei que lembra que sofreu ameaça de morte, caso denunciasse o caso. "Ele disse que da mesma forma que fez o que fez, podia 'descarregar um pente' em mim", completou. 

As Comissões de Direitos Humanos que estão acompanhando o caso de Andrei denunciam, principalmente, a violação de direitos pelo Estado: “tortura em cárcere privado em uma unidade do estado praticada por um agente de segurança pública contra um cidadão que só queria registrar uma queixa”, disse Benny Briolly, assessora parlamentar transsexual, que cuida da pauta LGBT no gabinete da vereadora de Niterói Talíria Petrone (PSOL).

“Eu estava vivendo o melhor momento da minha vida até acontecer isso. Mas isso não é um ponto final, é apenas uma vírgula”, disse o estudante, que ressalta que ainda sente medo, porém não pretende ficar deprimido, e sim levar a denúncia até o fim.

“O meu sentimento é de me fortalecer, eu estou me mantendo muito confiante, e tentando sobreviver. Eu preciso, a partir de agora, resguardar a minha vida, e a vida dos meus familiares e amigos que amo e não quero colocar em risco. O que me incomoda é que de certa forma eu dependo de outros policiais para julgar o meu caso”, acrescentou.

O trauma vivido por Andrei está longe de ser uma exceção: segundo dados do programa Rio Sem Homofobia, do governo do estado, nos últimos dois anos, 732 gays, lésbicas, travestis e transexuais procuraram atendimento no Centro de Cidadania LGBT Leste, que funciona no Ingá e atende vítimas de violência de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá. O número total no período traduz a média de um caso registrado por dia. Já no Brasil, um assassinato é cometido a cada 25 horas motivado por LGBTfobia.

Benny Briolly conta que lida cotidianamente com essa estatística. E acrescenta que "o caso do Andrei traz a realidade de que um agente do estado, que deveria colaborar para o exercício da segurança, se torna autor de um crime que poderia levar essa pessoa até a morte”.

“Quando o agente agride sem dó e se diverte através dessa violência, ele reproduz o posicionamento ideológico dele contra a população LGBT como algo que não deveria existir. E essa é uma luta que a gente trava contra o modelo de sociedade conservador. Agora, contra o estado não é cabível, porque a função dele é zelar pela segurança da população como todo”, completou Benny, finalizando: “Eu não sei, se eu estivesse no lugar dele, se eu teria essa força para lutar do jeito que ele está lutando”.

Hoje em dia quem diz “não gostar de polícia” é visto como um bandido, quando na verdade não sabemos até que ponto podemos confiar e entregar nossa segurança nas mãos daqueles que nem sempre estão do lado da lei.

Até quando iremos conviver com essas indiferenças por sermos gays ou negros? Acho que todo o tipo de preconceito deveria ter acabado faz tempo, principalmente o racismo! Ainda mais aqui no Brasil, país onde todos somos descendentes de índios ou escravos. 

Há uns dois anos atrás eu pensei em entrar para a polícia. Motivo: não sofrer preconceito e discriminação por causa da minha cor. Eu acreditava que me tornando uma autoridade eu seria de certa forma “respeitado obrigatoriamente” e poderia aplicar a justiça como ela deve ser feita, defender quem realmente precisa. Mas alguns me aconselharam a permanecer na prostituição, onde me rendeu uma vida financeira boa, mas não aquele respeito que eu sempre quis ter.

#ForçaAndrei

Leia Mais ►