quarta-feira, 27 de março de 2013

NEM FAMOSO É E AINDA POR CIMA SE ACHA O MELHOR DJ DO MUNDO!


Dificilmente depois que alguém ganha fama consegue ficar menos convencido, uma coisa é certa, a maioria que fica famoso ou apenas pouco conhecido além de seus 15 minutos de fama, carrega com ele aquele jeito do tipo “sou conhecido” a ponto de chegar num local e dizer “você sabe com quem está falando?”. É o que eu chamo de síndrome de Carolina Dieckmann, alguém sonso que sorri o tempo todo diante das câmeras, mas por trás está mandando fotógrafos e o resto do mundo se afundar na merda. É fato, não tem como a pessoa não mudar e “se sentir” um pouco. Tive uma experiência com alguém assim, algo que achei muito sem noção e que mesmo assim não estragou o meu dia.

Como todos sabem eu trabalho em comércio, atendo centenas de pessoas e sempre gente com humores diferentes. Aparece em meu serviço um DJ que é “conhecido” (tão conhecido que nem eu mesmo sei seu nome), no fim do atendimento ele não estava com o dinheiro para pagar e como de costume em todos os lugares, o certo é deixar documentos da pessoa até que traga o dinheiro e foi o que lhe pedi, disse que teria de deixar algum documento:
 

DJ: Como vou deixar documentos sendo que estava tudo em minha carteira?

Da forma que ele se expressava dava a entender que eu estava de má vontade com ele, sendo que não sou dono do estabelecimento e estou ali cumprindo ordens.

EU: Me desculpe, mas é o que me disseram para estar fazendo.

DJ: Você quer que eu deixe o meu iPad de 2,500 reais aqui com você e depois eu volto para pegar?

EU: Se você quiser.

DJ: Você acha mesmo que eu deixaria isso com você aqui? Que garantia me dá que quando eu voltar meu iPad estará aqui?

EU: Olha, roubar eu não vou, se for o caso eu compro um!

DJ: Não sei! Do mesmo jeito que não confia em mim eu não confio em você pra deixar aqui.

 

Vamos lá. O pobre fudido na vida não se contenta em tentar humilhar alguém e ainda por cima chega a ser mais pobre ainda por destacar a quantia gasta pela porcaria do aparelho que comprou, na hora em que ele me diz o valor, vi que foi uma forma de dizer “eu tenho dinheiro pra comprar” e sinceramente nem liguei quando comentou isso, sabe por quê? EU TAMBÉM TENHO DINHEIRO PRA COMPRAR! Vi que ele estava querendo chamar a atenção pra dizer que tem dinheiro.


O que me incomodou de verdade foi insinuar que seu aparelho poderia ser furtado por mim ou alguém que trabalha comigo, isso sim chegou a me deixar irritado e com uma grande vontade de mandá-lo se fuder. Nessa hora eu liguei o botãozinho do foda-se e ignorei o que ele me disse, talvez ele tenha ficado irritado por eu não tê-lo reconhecido já que é
“““famoso”””(muitas aspas).


A pessoa foi tão inconveniente que jogou na minha cara que pagou mais de 2 mil pelo aparelho, mas não tinha 18,00 R$ para pagar o valor da dívida no estabelecimento?

A pessoa sai de casa pra fazer: compras, ir ao cinema, jantar ou viajar e sai de casa sem carteira? Como assim? Tá certo que às vezes esquecemos das coisas por sair com pressa, se ele fosse pouco mais educado eu até aliviaria seu lado sem estender o assunto, mas sua burrice e seu jeito mesquinho de me tratar não deixou que acontecesse.

Soube depois quem era esse tal DJ, cara, na boa, sou melhor nas coisas que faço do que ele como DJ. Sabe aquelas pessoas que tocam em bailes de formatura, velório, festa junina e por aí vai? Então, ele era um deles. Alguém simples que de famoso não tinha NADA, apenas um nome conhecido de boca em boca como o meu é (pesquisei seu nome no Google e não apareceu nada).

É daí que se vê quem são fudidos de verdade, pessoas pobres e que não tem nada gosta de esbanjar e dizer que pode, conheço esse tipo de longe e nem me afeta mais. Agora me chamar de ladrão, isso não!
OBS: destaquei a palavra POBRE não na forma generalizando dizendo que todos são assim, mas na forma de passar que este figura não é ninguém de importante e mesmo assim tá se sentindo.

Convenhamos, 2 mil reais não é dinheiro (claro que é) e todo mundo tem essa quantia pra fazer o que quer, mas a pessoa acha que por trabalharmos em mercado, padaria ou açougue somos pobres e passamos fome com um salário mínimo na carteira, sendo que na maioria das vezes ganhamos muito mais que eles, mas isso não dá motivos de chegarem acusando a gente, sabe de uma coisa? Não se julga um livro pela capa, o dinheiro que tu paga no seu iPad, chega a ser o que tiro por semana em programa.

 

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