Estava preparando meu texto para comentar como havia sido
meu dia, mas numa conversa com minha prima, acabei tendo uma notícia que me
deixou meio chateado. Sempre procurei esconder minha profissão da minha família
por um simples motivo: Não queria que minha tia-mãe soubesse de nada. Tenho
muito respeito por ela, e é a única que faz toda a diferença pra mim. De todo o
resto, primas, primos e outros tios, eu não me importo nem um pouco, mas desta
tia, eu queria que ficasse em sigilo. Cedo ou tarde isso iria acontecer, mas eu
achei que poderia ser evitado. Ela já sabe o que faço, e ainda sim se preocupa
comigo. Mesmo quando algumas pessoas descobriram quem sou, eu não senti tanta
vergonha como sinto agora, sabendo que ela sabe de mim.
O legal é que minha família continua falando comigo como se
eu ainda fosse aquele menino feio do interior de São Paulo. Ou seja, não me
destratam pela escolha que fiz. E se me destratassem, não faria tanto efeito,
já apanhei muito da vida que, pra me derrubar agora, precisaria de muito mais
que uma simples bofetada. Bem
diferente da situações de alguns garotos que me escrevem, implorando uma
fórmula mágica de virar garoto de programa em sigilo, por sentirem medo de seus
pais ou até mesmo da rejeição de amigos.
Hoje não tem relatos sexuais. Tô triste. Me procurem amanhã,
pois estou desligando o telefone.
Boa noite.



Nenhum comentário:
Postar um comentário
Fala que eu te escuto