Quando meu blog começou a ter um alcance maior, não tive
como evitar os comentários de pessoas me xingando todos os dias. No início me
magoava, mas com o tempo eu acabei me acostumando.

Já pensei em deixar de lado o blog e a vida que eu levava
naquela época. Os comentários estavam fazendo com que eu me sentisse muito, mas
muito mal. Eu nunca entendi qual o sentido de alguém te atacar gratuitamente
sabendo que isso pode gerar um transtorno emocional nas pessoas. Como já vimos vários casos de pessoas que sofreram ataques e que se mataram. Não é possível
as pessoas não se sentirem culpadas por colaborar com esta situação.
Como me blindei de comentários da internet.
Um dia acordei cedo e logo de cara vejo um comentário ruim.
Naquela manhã sentei na cama e fiquei por uns 30 minutos pensativo: “O que será
que eu fiz para estas pessoas?”. Por um instante eu peguei meu telefone e vi
meu extrato bancário. Depois de ver meu saldo, acabei fazendo um balanço sobre
minha vida:
Eu estava com meu saldo beeem satisfatório, viajando pelo mundo, morava em um
apartamento próprio e que paguei à vista, tomava champanhe e comia caviar todos
os dias.
Enquanto isso as pessoas que me xingavam:
Moravam de aluguel e mal tinham dinheiro para pagar suas
contas, comiam pão com mortadela e tomavam refrigerante barato.
Eu nunca acreditei na teoria de que pessoas com dinheiro são
melhores que as outras, mas naquele momento, sim, eu estava numa situação
melhor do que muitos que me xingavam. Depois desse dia, toda vez que alguém me
ofendia, eu olhava meu saldo, olhava a vida que a pessoa levava e me sentia
melhor, pois eu estava melhor do que ela.
OBS: Não dê importância aos comentários ruins. No fundo são pessoas que te admiram (em segredo) ou que tem inveja de uma vida que eles nunca terão.
OBS: Não dê importância aos comentários ruins. No fundo são pessoas que te admiram (em segredo) ou que tem inveja de uma vida que eles nunca terão.
Como me blindei de comentários de familiares.

No dia que tirei esta foto acima, eu estava viajando, mais
precisamente em Arraial do Cabo. Neste exato momento da
foto eu tinha recebido a seguinte informação:
“Ontem nossos familiares estavam reunidos e falando mal de
você. Todos te criticando dizendo que você só viaja enquanto pessoas da sua
família estão passando por dificuldades e você não ajuda”.
Foi daí que tirei e postei a foto — no meu antigo Facebook onde estavam meus familiares — com a seguinte legenda:
“Que feio! Gente da 'família' se juntando pra falar mal de mim, que eu não ajudo outras pessoas da própria família... Quando morei na rua ninguém me ajudou! Olha minha cara de preocupado”.
Eu ajudava as pessoas da família e mesmo assim eles mentiam
que eu não fazia nada. O pouco que eu dei já era muito, afinal de contas,
quando morei na rua nenhum deles me ajudaram em nada, e mesmo assim eu estava
lá pagando as contas e colocando comida na mesa de muitos.
Sabe o que fiz para me blindar? Bloqueei todos e não ajudo
com mais nada. Se estão passando fome? Não sei e nem faço questão de saber, mas
do meu dinheiro não terão. No caso da minha família acabei os deixando mal
acostumados. Muitos ali não me viam como um primo, mas me viam como uma fonte
de renda.
“Imagina quanta Itaipava ele pode comprar?”. Era esse o tipo
de comentário que eu ouvia , de pessoas preocupadas com o que eu poderia
oferecer.
OBS: Afaste-se de tudo que te faz mal. Às vezes é preciso se afastar das pessoas (familiares) por um dia, uma semana, um mês e em alguns casos por toda a vida. Exatamente o que fiz.



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