Tem gente achando que por eu gostar de situações arriscadas,
eu vou sair por aí aceitando o convite de todos que me oferecem. Não é bem
assim! Precisa ser algo que faça valer a pena, como aconteceu hoje. Conheci um
garoto de Itatiaia. Pra quem não sabe, é uma cidade vizinha de Resende. Ele foi
honesto ao me ligar dizendo que não tinha um centavo no bolso, mas que estava a
fim de me conhecer e bater um papo. Claro, o sexo é consequência e acaba
rolando logo em seguida, principalmente se o papo for bom. Ele não trabalha,
apenas estuda e mora com os pais. Estava na intenção de realmente me conhecer e quem sabe rolar algo. Sua sinceridade foi algo tão marcante, que acabei saindo com ele
por prazer. Ele poderia ter arrumado mil desculpas ou
puxado um assunto por telefone totalmente sem sentido (como muitos fazem), mas não,
ele agiu normal e foi isso que acabou despertando meu interesse.
Novinho, 20 anos e uma vida inteira pela frente. Tenho
certeza de que não serei o primeiro garoto de programa que irá passar pelas mãos
dele. Sortudo vai ser quem ele escolher. Estávamos na rua, quando o convite
para o sexo em público parte dele. Claro, não quero perder tempo. Ele me
arrasta pra debaixo da ponte (acho mais estimulante do que motel), um lugar
onde já tive vários encontros no meu início de carreira. Muita gente acha vulgar esta situação. Acha algo sujo, coisa porca. Muitos se assustam quando
eu digo que curto lugares assim (em público), pois quem me conhece bem, sabe
que sou um pouco “nojento” (na verdade, a palavra certa seria metido a besta),
e acha que lugar assim não combina comigo. Na boa, foi melhor do que
qualquer cama de motel de luxo que eu tenha ficado. O garoto é novinho, mas
sabe dar um trato legal no parceiro. Posso dizer que saí da minha rotina
como garoto de programa e vivi a vida de alguém normal, que sentem prazer com
quem bem entende.



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