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MINHA FAMÍLIA PARASITA

Até hoje fico me perguntando qual a função da família em nossas vidas que não seja te criticar ou fazer intrigas.

Nesta semana houve o casamento da maravilhosa Marina Ruy Barbosa, uma das festas mais comentadas nos últimos dias. Outro ponto que chamou a atenção foi o fato da ruiva não ter convidado alguns de seus parentes.


...

Há muitos anos atrás, quando alguém estourava na mídia  e ganhava muito dinheiro, sempre apareciam algum parente distante do artista alegando estar passando fome e que o artista não o ajudava. O artista chegava a ser muito criticado por conta disso. Nesta época eu achava ser jogada de marketing para envolver o nome do artista em polêmica e ele permanecer na mídia, mas não. Depois que eu consegui subir na vida, apareceu MUITOS PARENTES pedindo ajuda, isso depois de todos terem me virado as costas ou me atacado de alguma forma. A pessoa nem gostava de mim, mas bastou eu mudar de vida para ser o melhor de todos, amado e idolatrado. 

Não só no meu caso, mas como no caso de Marina Ruy Barbosa, as pessoas vem ao nosso encontro mais preocupadas com nossas contas bancárias do que prestigiar nosso trabalho em algum lançamento de livro, seção de autógrafos ou até mesmo trabalhos na Tv. Tem um ano que lancei meu livro e a desculpa que as pessoas que eu ajudei usam é que não tem dinheiro para comprar e estão passando por dificuldades.

A pessoa passa o ano todo chorando pobreza, aí quando chega setembro tá todo mundo no Rock In Rio, onde tudo é uma fortuna! E não tem R$ 12 reais para comprar um livro???

Eu ajudei muitas pessoas da minha família que não souberam ser agradecidos e até hoje falam mal de mim e ainda dizem que não fiz nada por eles. Se afastar de gente assim é a melhor forma de mantermos nossa saúde mental firme.

Eu sempre vejo conhecidos dizendo que aprendeu muito com suas famílias. Eu não faço ideia do que seja isso, pois não aprendi nada com a minha. Conversando com uma senhora numa cafeteria esses dias, ela me disse algo sábio:


Sim, nossa família (pai, mãe) nos ensina muita coisa. Eles nos ensinam a não ser pessoas como eles...




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BULLYING – FACE DA DEPRESSÃO PARTE 2#

Na escola eu sofria bullying por ser negro, pobre, orelhudo e ter cabelo grande. Chegava em casa e tinha que ouvir que eu era vagabundo, não seria ninguém na vida e alguns familiares questionando minha sexualidade como se fosse da conta deles (leia sobre isso aqui).

Por conta das agressões que eu recebia de todos os lados, um dia tive a brilhante ideia de ir armado com uma faca para a escola. Minha intenção era esfaquear meus agressores e assim ficar livre dos meus problemas. Era isso que passava pela minha cabeça. Eu estava cansado, todos os dias chegava em casa chorando e no desespero quase tentei o homicídio. Minha idade na época? Devia ter meus 12 anos e meus agressores pessoas muito mais velhas que eu.

Naquele momento não pensava que poderia ser preso, não imaginei a dor que eu causaria aos familiares dos agressores, apenas queria que eles sentisse uma dor maior da que estavam me causando. Eu acho que foi Deus agindo neste momento, pois todos os dias que cheguei a levar faca para a escola, meus agressores não tinha ido. 

Infelizmente consigo lembrar e sentir o desespero dessa época. A mesma faca que levei a escola foi o objeto com que tentei cortar meus pulsos. Naquele dia meus agressores não tinham ido à escola, mesmo assim não chegava a ser um descanso pra minha cabeça. O desespero nesse dia foi tanto, que ao estar no meu quarto em mais uma tentativa de suicídio, acabei me desesperando após inúmeras vezes passar a faca pelo meu pulso.

Muitos anos depois fui descobrir e ver casos contados pela mídia de garotos agredidos na escola (e em casa) que tentaram fazer o mesmo que eu. 

                   

Infelizmente por não ter alguém que me defendesse, acabei criando e carregando traumas de infâncias que possuo até nos dias de hoje, medo e insegurança. O Eric Smith, relatado no vídeo acima também sofria bullying e acabou cometendo assassinato.

Bullying pode causar isolamento, transtorno de personalidade e depressão, segundo especialista.


Segundo a psicóloga especialista em bullying infantil, Flávia Tavares, a prática pode ter uma grande influência negativa na vida da criança e do adolescente, que pode até levá-lo a praticar a ação com outras pessoas no futuro. “Podem causar mudança no comportamento. A criança ou a pessoa pode ficar isolada, não sair de casa com medo. Até mesmo pode mudar o comportamento dessa pessoa, quando ela sofre bullying quando criança, e se torna adulta, vê que está mais forte e mais poderosa, ela pode até fazer isso com as outras pessoas que ela possa se achar superior. Então ela pode vir até a praticar o bullying. E pode causar também muito sofrimento. Além do isolamento ela pode vir a ter uma depressão, causar transtorno de personalidade e por aí vai.”


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POR QUE EU TENTEI SUICÍDIO – FACE DA DEPRESSÃO PARTE 1#

Eu cresci e fui criado em um ambiente familiar não muito confortável, e isso causa um impacto muito forte em uma criança, atrapalhando até mesmo na formação de caráter e comportamento ao decorrer da vida.

  • ·         Na escola eu era hostilizado por ser negro, pobre, não me vestir bem, ter cabelo black power e ser orelhudo. Chegava em casa todos os dias chorando, magoado, querendo apenas paz.

  • ·         Em casa recebia críticas por não trabalhar, não capinar um quintal, ouvia várias acusações de coisas que não fiz, ouvia de irmãos que eu era um vagabundo, que não seria ninguém na vida e que ficaria sozinho no mundo caso a mãe falecesse (até papel higiênico usado já foi esfregado na minha cara). A recordação que tenho dos meus pais são deles brigando, meu pai sentindo vergonha de mim por não trabalhar aos 10 anos de idade, e de  minha mãe dizendo que iria se separar e que eu teria que escolher com quem ficaria perante o juiz.


Um dia estava indo dormir na casa de uma tia, pessoa que sempre me deixava passar os finais de semana na casa dela. Ela foi a única que percebeu que havia algo errado e um dia me abordou perguntando se estava acontecendo algo. Mas não tive coragem para desabafar e acabei sofrendo calado naquela noite.

Tá vendo este menino de 4 anos sorrindo na foto? Sou eu. 10 anos depois tentaria suicídio.

Aos 14 anos já estava tendo consultas com psicólogos por conta de vários transtornos que acabei tendo devido a má influência da minha própria família. Desenvolvi um quadro de Transtorno de Ansiedade, Transtorno Bipolar, bulimia e anorexia, chegando ao ponto de frequentar hospitais três vezes por semana.

Foi aí que tentei meu primeiro suicídio. Estava cansado da minha vida e não via motivos para continuar. Eu tive duas ideias para acabar com minha vida e acabei utilizando um meio que seria fácil pra mim. Não vou compartilhar quais foram minhas ideias e práticas de suicídio, pois a Organização Mundial da Saúde fala que não é uma boa ideia você compartilhar suas experiências e formas utilizadas para o suicídio, pois isso não agrega no plano de combater a prática. Eu poderia ter ficado anos deitado no chão, não teria nenhuma pessoa que iria imaginar que eu estava desmaiado após a tentativa. Minha tentativa acabou não acontecendo, pois a forma que eu utilizei acabou apenas me deixando inconsciente por algumas horas.

Após este episódio continuei frequentando psicólogos,  psiquiatra e não comentei sobre minha tentativa.

Alguns diziam que era uma forma de chamar a atenção (???), outros que era falta de serviço. Eu estava com um quadro de depressão, partindo para a loucura e alucinações, e mesmo assim, era visto como um desocupado.

MEU PONTO DE VISTA:


 Gente, a formação do caráter de uma criança é formado até os 7 anos. Tudo o que você viveu até essa idade influencia diretamente em quem você será. O relacionamento direto com o pai e a mãe influenciam sua sexualidade, por exemplo, e a debilidade em qualquer um deles te faz olhar de forma diferente a figura materna ou paterna. 

Talvez você viveu a rejeição de um pai, talvez você é fruto de uma gravidez indesejada e sua mãe te trata como se você tivesse tirado dela a opção de escolha de ter uma vida diferente. 

Ver e ouvir algumas coisas tira completamente a inocência da criança e fez com que algumas coisas se tornassem algo natural pra você. Afinal, criança é curiosa o suficiente para fazer igual aquilo que ela vê. 

Eu não tive culpa. Você não teve culpa. Você cresceu e errou por que erraram com você.





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OBRIGADO, DEUS!

Eu já comentei aqui, das vezes que eu parava para ter uma conversa com Deus, das vezes que suplicava ajuda sonhando em resolver minha vida. Não vou repetir a história que já contei no início do blog >leia aqui< , mas é que hoje, tenho uma imagem do lugar que eu ficava e do lugar que eu fixava meu pensamento sonhando com minha felicidade. Na época, meu telefone não tinha tanta sofisticação e não pude tirar fotos para ilustrar meu post, só que agora, vendo minhas imagens salvas, novamente sinto aquela sensação gostosa que eu sentia quando orava e pedia ajuda. A sensação era estranha, ainda estava com medo e sem saber o que seria da minha vida.
Passou um bom tempo, mas fui ouvido, e hoje, estou feliz, mas infelizmente vendo pessoas próximas passando pelas mesmas situações em que eu passei antes, me vendo quase que na obrigação de voltar a este lugar e ficar admirando a vista, só que agora, pedindo a Deus que ajude outros.
 
 
Era aqui, que eu ficava chorando, olhando Resende ao fundo, me imaginando
em algum lugar ali, sendo feliz.
 
 
Sempre fiquei fascinado, vendo beeem longe, os carros passando.
 
Foi aqui que meu sonho de mudar começou, aqui que meu Pai do céu, ficava em silêncio me ouvindo, para hoje, me dar tudo o que pedi. Sempre olhando ao fundo Resende, e imaginando mil coisas que eu poderia estar fazendo, das pessoas que iria conhecer e de muito mais. Só deixando bem claro, hoje em dia, eu e minha família temos contatos constantes e acho que aquela “sede” de “vingança” não existe mais. Consegui provar a mim mesmo, que sou melhor que eles!
Obrigado, Pai.


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DEVIA TER COMPLICADO MENOS...

 
Estava pensando no meu pai, em nosso relacionamento como pai e filho, coisa que nuca teve entre a gente. Meu pai sempre foi distante, o que me incomodava e muito esta situação. Pouco antes de ele morrer, cheguei a vê-lo na cidade umas três vezes, e em todas elas, fingia que não o conhecia. Meu pai morreu sozinho, não sei se esse tipo de coisa chega a ser herdado pela genética (modo de dizer), mas não quero terminar assim, como ele terminou. É algo triste e hoje, sinto um pouco de remorso por isso.

Depois que saí de minha antiga cidade e vim pra cá, o vi andando pela rua algumas vezes, na época, minha mágoa ainda era grande, estava tentando ganhar a vida e ainda passando dificuldades, naquele momento eu o culpava por tudo de ruim que estava me acontecendo. Uma das vezes que o vi, foi:

Na rodoviária, quando estava entrando no posto de gasolina, na loja de conveniências, o vejo caminhando em minha direção, vi que ele me chamou, com um sorriso no rosto (coisa que nunca tinha visto) se dirigindo até mim. Naquele momento não queria reencontros, passei por ele direto, fingindo que não o conhecia.

Na segunda vez que o vi, foi depois de uns meses, estava passando pela rodoviária quando o vejo parado no ponto de ônibus, deduzi que estivesse indo até a casa de minha irmã, que mora em outro bairro. Mais uma vez, passo ao seu lado e ignoro.

A última foi quando eu havia dormido aqui em Campos Elíseos na casa de um cliente, de manhã teria de acordar bem cedo para trabalhar, na época, eu trabalhava em Barra Mansa e pegaria o táxi aqui perto do Guela Seca, junto com uma amiga que trabalhava comigo. Quando chego no ponto, minha amiga já estava lá e em poucos minutos chega o carro para nos pegar. Entro no carro e quando olho para frente, vejo meu pai, sentado em frente a um bar, não sei fazendo o que, não sei se perdido ou se teria passado a noite toda na rua, já que ônibus de nossa outra cidade pra Resende naquele horário não tinha. Foi uma cena triste, que até hoje me recordo sempre que passo em frente a este bar. Esta foi à última vez que o vi. Alguns anos depois, veio o falecimento.

Eu sempre o chamava de falso quando alguém me dizia: “vi seu pai, ele sempre pergunta de você, com uns olhos que chegam a brilhar”. Nunca me importei com isso, mas no fundo, desejava que fosse diferente. Não gosto de confusões, brigas ou desentendimentos, gosto de ser e ter pessoas próximas o resto de minha vida, discutir ou guardar rancor pra que? Nada disso vale a pena, mas em certos casos, precisa perder para se dar o valor. Não sei se isso que sinto é o valor pelo meu pai, só sei que se as coisas fossem de outro jeito, eu teria agradecido muito.

 
 
 
 
Não quero ter a vida que ele teve, não quero passar pelas mesmas coisas e ser como ele, por isso tenho meu próprio estilo, sem imitações, sendo algo que não gosto.




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PURO VENENO - RAIVA, ÓDIO E MÁGOA


Encontrei com uma pessoa de minha família que ficou espantada ao saber que sou independente e que estou muito bem! Com certeza ela deve saber das coisas que faço, mas acho que não aceitou muito quando comentei pra ela sobre algumas mudanças em minha vida. A cara dela não deixou mentir e consegui ler seus pensamentos e com sua expressão foi bem claro o que estava pensando: mas como você conseguiu chegar até aqui? Como você conseguiu “subir” na vida? Foi exatamente isso que ela pensou, tenho certeza!

Pra algumas pessoas de minha família, foi difícil conseguir algo pra eles, tipo casa própria, carro ou alguém que os banque! Caso tenham conseguido, foi com a idade já avançada.

Acho que alguns estavam achando que eu seria aquele garoto de sempre, aquele muleque lambão que andava descalço e com roupas rasgadas. Achava que não passaria disso. Tô preparando uma “surpresa” pra alguns de minha família, não tenho que provar nada a ninguém, mas faço questão de que saiba de tudo o que fiz, de tudo que consegui e das coisas que estão por vir!

Diferentes de algumas “quengas” da família, eu sou o que conseguiu ir mais longe! Os outros se perderam no meio do caminho, tentando dar golpes como o da barriga e alguns que tinha tudo pra ser “alguém” na vida, caiu aos pés das drogas!

Eu ainda irei vomitar tudo de ruim que me fizeram engolir. Das humilhações até as acusações.

Me aguardem!
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