Em 2009 conheci um médico residente de Itatiaia e acabamos
indo morar juntos. No inicio tudo parecia perfeito, mas logo depois as coisas
foram mudando e foi ficando frio, distante de mim.
Estávamos literalmente casados
e morando juntos quando descobri que eu estava sendo traído por ele. O amante? Era
um amigo – mais velho que eu – de infância, lá de Arapeí. Ele era o motivo pelo
qual meu marido estava agindo estranho e me evitando.
Os dois começaram a se encontrar pelas minhas costas antes
mesmo do meu ‘marido” na época oficializar o pé na bunda dizendo que não queria
nada comigo. Meu amigo sabia que ele estava casado comigo e mesmo assim
mantiveram o romance.
Como eu descobri? Meu maridinho na época fazia ligações para
Arapeí, foi aí que vi o número
e reconheci sabendo de quem era.
Estou relembrando este caso hoje, pois encontrei este meu “amigo”
no Instagram (aproveitem e me sigam lá @hiagowaldeck) e toda essa história veio
na minha mente.
Geralmente quando uma mulher descobre a traição do marido
quem apanha acaba sendo sempre a amante. Eu acho um erro. Por mais que a amante
saiba ou não que o cara é casado, quem tem o compromisso não é ela e sim o
marido, ele quem deve apanhar! Foi exatamente o que fiz. Não bati nele, mas
digo que ele nunca mais vai se esquecer de mim.
Pior de tudo é que eu ainda saí como o errado na história,
acredita?
A imagem acima
representa e muito não só a minha, mas como a vida de muitos adultos hoje.
Acordar cedo, ir para a escola, assistir desenho e passar a noite toda sentado
na calçada era uma infância boa para as pessoas da minha época. Hoje em dia,
infelizmente não existe mais isso.
Todo mundo
comenta a mesma coisa: “é perigoso deixar as crianças nas ruas hoje com esta violência”.
Mas você já se deu conta de que, os adultos que hoje são criminosos, muitos
deles foram estas crianças que estavam nas calcadas jogando bolinha de gude?
Pois é.
Acho que minha
vida até os cinco anos de idade foi perfeita. Meu compromisso era apenas com a
escola e comer. Com esta idade eu ainda não era cobrado e menos ainda criticado
pela minha família sobre minha sexualidade, simplesmente por ter deixado de
jogar bola na rua.
Hoje eu só
lamento por não ter aproveitado ao máximo minha infância.
Hoje em dia meu círculo de amizade está sendo bem seletivo: não
passam de 10 os amigos que realmente eu possa contar ou desabafar sem que saia
por aí espalhando o que digo. Algumas pessoas me aconselham a interagir mais
com os outros, mas vendo o vídeo da sensitiva Márcia Fernandes, percebi que o
melhor é me manter afastado de todos.
É incrível, mas eu só atraio pessoas negativas para o meu
lado. Já não basta eu ter uma família inteira de pessoas negativas, eu ainda
consigo atrair mais. Procuro fazer o bem, e quando consigo ter um dia de paz,
sempre aparece alguém que me tira esse sossego.
Numa soma rápida, hoje em dia eu posso contar apenas com 5
pessoas, que tenho certeza de que estenderiam a mão. O restante são pessoas
que:
Reclamam todos os dias
Se aproxima para pedir alguma coisa
Procuram saber da minha vida para fazer fofoca (família)
Gente acomodada que não quer saber de trabalho e tenta me extorquir
Etc...
As pessoas às vezes me mandam mensagem perguntando o motivo
de eu ter sumido. Será que eles não entendem que me afastei, pois eles não me
fazem bem?
Eu sempre sonhei em ter alguém comigo. Acho que a falta de
afeto fez com que eu procurasse nos outros a imagem de um pai, uma mãe, alguém que
pudesse cuidar de mim e me amar de verdade. Isso fez com que eu acabasse
distribuindo amor a qualquer pessoa que aparecesse, incluindo aqueles que só
queriam sexo.
Desde criança eu sempre pensei em namorar, viver uma vida feliz
e terminar velhinho ao lado da pessoa que escolhi. Com o passar do tempo
percebi que isso não existe. Não existe alma gêmea, metade da laranja, tampa da
panela...
Hoje me sinto decepcionado por ter investido e me doado às
pessoas que nunca estiveram a fim de ter algo sério. Me doei demais e recebi
pouco, ou quase nada.
É muito frustrante ver o tempo que eu perdi amando pessoas
que na maioria das vezes me traíam, não me amavam de volta e nem faziam questão de
estar ao meu lado.
Hoje desacreditei no amor e nas pessoas... Passei anos da minha vida procurando alguém. Não encontrei e nem sei que quero encontrar.
T
Tainted Love
(tradução)
às vezes sinto que tenho que
Fugir, tenho que
Escapar
Da dor que você leva ao meu coração
O amor que compartilhamos
Parece não chegar a lugar algum
E perdi minha luz
Pois me debato e me reviro, não consigo dormir à noite
Não me sinto ofendido quando meus amigos me chamam de
neguinho. Acho uma forma bem carinhosa e até trato minhas sobrinhas assim. Ofensa,
para mim, é quando recebo um olhar ou
gesto de reprovação por ser negro e de pessoas acharem que estou no lugar
errado, tipo quando você entra em um restaurante e no olhar você consegue
perceber que dizem “ o que ele está fazendo aqui?”.
Abaixo, algumas das coisas que me aconteceu, simplesmente
por ser negro ou estar malvestido:
Estava entrando nas Lojas Americanas, em Resende, junto de
um amigo. Primeiro entrei, e logo em seguida ele veio atrás. Na saída, de um
jeito sem graça, ele me disse que no momento que entrei, os seguranças passaram
um alerta de que um “suspeito” estaria entrando na loja. O motivo, além de eu
ser negro, estava malvestido.
Na época eu fazia programa na rua, ficava todas as noites
parado numa esquina, próximo ao banco Itaú, também em Resende. Um dia fui
abordado por um motorista de uma van que queria saber o motivo de todos os
dias estar parado ali. Logo em seguida, me disse que não poderia ficar ali e
exigiu que eu fosse embora na mesma hora. Detalhe: Ele nem ao menos mora ou
trabalha ali perto.
Meu amigo – também negro – estava recém-chegado na cidade,
estava morando em um bairro nobre e eu fui visitá-lo. Era um bairro onde
funciona uma faculdade, e quando estávamos a poucos metros de sua casa, a polícia
nos para perguntando o que estávamos fazendo na rua (em um bairro cheio de bares e uma faculdade, não passou pela cabeça dele que poderíamos estar estudando, bebendo ou morando na região, como
era o caso). Ele pediu documentos e em
seguida, o policial que dirigia o carro disse de um jeito bem rude: “ Vocês não podem andar por aqui
não!”. Como assim, não podemos andar numa cidade e bairro que moramos??? - Pensei comigo. A noite
para meu amigo acabou na mesma hora, e fez questão de voltar pra casa por conta
dessa humilhação desnecessária.
Eu morava em um bairro nobre e estava do lado de fora da portaria do meu prédio esperando um amigo chegar. No local não havia porteiro e cada morador tinha sua chave do portão. Entra um casal e eu digo que poderia deixar o portão aberto, pois
em seguida eu iria subir. Ele, que era segurança de um shopping da cidade,
disse que não poderia, e por questão de segurança iria trancar o portão, já que
não sabia se realmente eu morava ali. Enquanto eu pegava minha chave do bolso para
provar que era um morador, sua namorada desesperadamente tranca o portão
impedindo minha entrada. Depois recebi o pedido de desculpas, quando perceberam
que eu realmente morava ali.
Não deve ser “normal” para alguns verem um JOVEM NEGRO
entrando em um prédio como morador e não para trabalhar como porteiro ou
faxineiro do local. Esse casal, que futuramente me cumprimentava quando me
encontrava na rua, deve compartilhar desse pensamento e achado estranho um
negro naquele ambiente.
Eu e várias outras pessoas negras poderíamos passar dias
escrevendo situações de preconceito que diariamente vivemos. No meu caso, um
preconceito a mais, pois já não bastasse sofrer ataques por ter sido garoto de
programa, tenho que ouvir desaforos, piadas e humilhações por causa da cor de
minha pele. É um trauma que não consigo superar, por mais que eu seja bem
sucedido na vida, a marca do racismo sempre fica, e toda vez que saio na rua,
sempre acho que estão me olhando, me criticando ou me condenando por ser negro.
Talvez o que eu diga possa causar revolta, mas uma pessoa
que me representa é a Naomi Campbell. Ela, em fevereiro de 2001, foi expulsa da loja Voyage,
em Londres, que é exclusiva para sócios. A top gritou com os vendedores porque
eles demoraram para abrir a porta para ela. Segundo ela, eles deveriam tê-la
reconhecido imediatamente e facilitado seu acesso.
Quando leio notas de negros tendo atitudes assim, eu me
sinto vingado por todas as vezes que eu e todos os outros negros sofremos
ataques em lojas.
Se for preciso, educarei meu filho da mesma forma. Tudo para
que ele não cresça em um mundo onde ele pode ser apedrejado por ser negro e não
tenha futuramente os mesmos traumas que eu tive. O diferencial é que pelo menos
ele terá alguém (eu) que vai lutar pelos direitos dele.
Estou cansado de ver pessoas atacando
negros, gays, judeus, haitianos, etc...
Hoje é dia de finados, e nada melhor do que falar daquelas
pessoas que um dia foi importante, mas hoje morreram pra mim... Meus piores relacionamentos.
Pra falar a verdade, todos os meus antigos relacionamentos
foram horríveis. Não tive uma boa experiência ou recordações que valem a pena lembrar.
1 - Ele
trabalhava numa locadora em Resende e não tinha dinheiro pra nada, vivia duro e
passando aperto. Tinha quase 30 anos nas costas e ainda morava com a mãe e os
irmãos. Um dia a gente terminou e ficamos grandes amigos. Saíamos sempre para
comer (claro, eu sempre pagando tudo) e era uma amizade gostosa. Um dia ele me
pediu R$ 700,00 reais emprestado, mas na minha carteira só tinha R$ 200,00
naquele momento, então emprestei, com a promessa de que iria me pagar. Dia
seguinte ele sumiu, parou de falar comigo sem motivo algum, e quando tentava
procurá-lo, não me dava atenção, fugia.Quando via que era eu ao telefone
dizia estar ocupado e desligava.
Até hoje não sei por que ele agiu assim. Só sei que, se
estiver lendo este texto, quero meu dinheiro de volta!!!!
2 - Ele me levou
para sua casa e vivia fazendo planos comigo de construir um futuro, mas sabe
aquela pessoa acomodada e que não quer mudar de vida? Eu tinha colocado na
minha cabeça de que não seria pobre a vida toda. Já ele não se importava com
isso. Tempos depois descobri que a casa que ele disse ser dele era de outra
pessoa (que eu iria conhecer futuramente). E a intenção de ele construir e
aumentar a casa, era para ele poder ter direito no terreno e não ser expulso
pelo verdadeiro dono do terreno.
3 - A gente se
dava bem, ele era um menino trabalhador e um dia enquanto estávamos indo a
caminho de sua casa, ele me disse que estava pensando em juntar nossas escovas
de dente (casamento). Dia seguinte ele sumiu. Só fui ter notícias dele quase
dois anos depois. Dia seguinte depois de ele ter sumido, fiquei durante uma
semana inteira correndo atrás dele procurando saber o que aconteceu e nem o
telefone ele atendia. Foi aí que desisti.
Quando o reencontrei, ele agiu como se nada tivesse
acontecido e ainda tentou uma reaproximação querendo reatar o namoro.
4- O namoro
estava gostoso e um dia fique ainda mais apaixonado quando ele me escreve
dizendo: “Você é o cara certo na hora certa”. Um dia estava indo dormir em sua
casa e ele me apresenta sua família. Um bando de gente grossa que nem se
esforçaram de ser simpáticos. Eu cheguei abraçando e beijando todo mundo. Mais
tarde no quarto ele me diz: “não seja assim tão dado com minha família, eles
vão achar que você tá forçando as coisas”. Sério, eu estava sendo apenas
simpático e a família dele não soube retribuir.
Ele foi outro que sumiu sem avisar. Deve ter conhecido outro
e não teve peito de me dizer. Sempre que ligava para sua casa, seus familiares
atendiam e já passavam a desculpa que ele estava trabalhando ou estudando. Mesmo assim nunca me retornava.
5- Sabe aqueles
velhos que se sentem os garotões e saem pegando geral, preocupados apenas em
aumentar a estatísticas de suas transas? Pois é, fiquei quatro meses morando
com uma pessoa que teve relação sexual comigo apenas 2 vezes. Vivia com dor de
cabeça e sempre arrumava desculpas para não transar. Foi aí que descobri que
ele estava flertando com meu melhor amigo de infância. Foi um choque na época e
me deixou muito mal quando ele me trocou.
O mais engraçado dessa história é que ele nem bonito é. Um coroa
com mais de 50 anos na época, que se achava o adolescente por ter 21cm de pica (que
nem funcionava), pele acabada e dentes podres. Hoje que o encanto acabou eu me
pergunto: O que eu vi nele???
6- Tadinho, tenho
certeza de que ele tem algum transtorno mental, pois ele se acha lindo demais,
perfeito demais e que todos sofrem por sua causa. Ele é um parente distante,
que acabamos descobrindo isso depois de um bom tempo juntos. Na época eu era
muito carente, então me satisfazia com qualquer coisa que aparecesse, fazendo
com que meu gosto se torne exótico. Ele é louro, olhos azuis e pesa uns 200
quilos. Totalmente fora dos padrões, mas ele se achava o máximo.
Um dia ele terminou comigo, pois não sentia mais atração. Eu
disse que queria continuar, mas ele insistiu. Ele sentia falta de ficar na
putaria, terminamos e ficamos amigos. Muito tempo depois, quando perdi o
interesse, ele resolve tentar voltar, mas quem não queria mais naquele momento
era eu. Quando mantínhamos contato, se por acaso naquele dia eu estivesse triste
por alguma coisa que tenha me aborrecido naquele dia (trabalho, correria ou tristeza
do dia a dia), ele achava que o motivo de minha tristeza era ele e ainda tinha
a coragem de me pedir desculpas por estar me fazendo mal. Às vezes eu estava
triste, pois estava com fome, mas ele com seu ego achava que ele era o motivo do meu sofrimento.
Com o passar do tempo eu fui melhorando, e quando ele me via
na rua se lamentava dizendo ter sido burro por terminar comigo. Eu agradeço a
Deus por isso ter acontecido, pois me arrependo de ter tido algo com ele. Estaria
pobre hoje em dia se tivesse continuado.
Quando os encontrava na rua via que nada tinha mudado. Não mudaram
em nada, não progrediram e continuam com suas vidas simples, sem almejar nada
de bom. Imagina se esses namoros tivessem dado certo, eu estaria parado no
tempo junto com eles.
Eu fui criado em Arapeí, interior de São Paulo. Cidade
pequena com uma população (hoje) de 2.524 habitantes. Eu era aquele garoto todo
caipira, envergonhado na presença de outras pessoas e que não sabia me
expressar. Descobri que gostava de sexo desde cedo, mas fui aprender mesmo
sobre isso depois de velho, sozinho. Estava acostumado a sair com os pais dos
meus amigos, mas descobri o sexo com mulher depois de muitos anos.
Minha primeira relação com mulher foi aos 21 anos, quando já
havia saído da cidade. Com 19 eu não sabia ou tinha visto uma vagina na minha
frente, e pra ser sincero, não tinha ideia se a mulher urinava pelo ânus ou
pela vagina. Acredita agora que eu era inocente???
Minha primeira vez:
Foi... decepcionante. Eu aplaudo
de pé os homens que caem de boca em qualquer vagina, pois eu não tenho coragem.
Fazer sexo oral numa garota, além de bonita e ter muita química, ela precisa
ter uma vagina perfeita, bonita. A primeira que fiquei era estranha, parecia uma
couve-flor, com vários lábios saindo de dentro dela. Não me senti atraído naquele
momento.
Depois acabei conhecendo outras melhores, mais desenhadas e
que não causa aquele nojo.
Conheci alguns rapazes – héteros – que me afirmaram sentir o
mesmo receio em sair com garotas assim. Alguns me disseram que o “bicho” é
feio, mas na hora do tesão (e pra fazer o papel de homem pegador) eles acabam
comendo.
Eu sou muito mais comer um C* do que uma vagina. Meu pênis ficava
sambando dentro dela e não vinha a vontade de gozar de tão aberta. Tive outras
que eram mais apertadas, pareciam virgens, mesmo assim prefiro comer a porta
dos fundos (onde nem sempre é fechada e chega a ser mais aberta que tudo!).
Cheiro:
Conheço casais que são bem liberais, onde ele chega a fazer
sexo oral mesmo com ela menstruada. Outra coisa que comigo não iria rolar.
Uma cliente me procura querendo ter relações comigo estando “naqueles
dias”, mas não iria conseguir, então recusei. Já havia saído com ela uma vez
antes, onde senti um forte cheiro de urina vindo dela... tá, vocês vão dizer: “Hiago,
mas você sempre disse que gostava de chuva dourada – banho de mijo”. Sim,
curto, mas até o cheiro de uma vagina praticando chuva dourada é diferente e o cheiro não me
atrai.
A recordação que me traz é na minha infância quando brincava
com minhas amigas e elas emitia um odor forte de mijo. Era insuportável ficar
perto dela.
Beijo:
Já beijei muitas garotas, mas confesso que não gostei do
beijo de nenhuma delas. Acho que faltava uma barba roçando (risos). Não sei,
mas não achei graça, sabe? Eu nunca fiquei com uma mulher estrangeira, pois eu
as acho mais atraentes que as brasileiras. Meu tesão – por mulheres – está nas gringas. Elas sim me atraem mais e com
certeza sentiria mais estímulos.
A louca:
Esses dias uma conhecida minha tentou de várias formas se
jogar para cima de mim.
Em primeiro lugar: Não tinha nada que me agradasse.
Segundo lugar: Ela já havia dado para todos os meus amigos e
não estava satisfeita.
Era tão sem noção que mesmo eu demonstrando NÃO ESTAR AFIM,
ela não parava de insistir e tentava arrumar formas para me cativar alegando
estar carente, sozinha em casa ou com fogo e sem a atenção do marido. Comecei a
sentir nojo com esta atitude exagerada da parte dela.
Foi quando eu disse ser interesseiro, na intenção de que ela caísse fora, e na mesma hora ela
alegou ter posses.... aff, que difícil! Eu dizia NÃO, e ela insistindo. Graças a
Deus ela me esqueceu e não me procura mais, pois era todos os dias me mandando
mensagem.
OBS: Era tão louca, que na cabeça dela achava que eu
estava querendo. Teve dias que pedia para eu não procurá-la (era ela quem
mandava mensagem me procurando) dizendo que seu marido poderia descobrir (agia
como se tivéssemos um caso escondido), e no outro dia mandava mensagem querendo sexo
dizendo estar carente. Louca!
Se eu pudesse reunir todas as pessoas que foram boas para
mim e fizeram a diferença em minha vida seria um prazer enorme. Pessoas que
talvez por um momento, um segundo, me estendeu a mão, me deu um sorriso ou até
mesmo um conselho. Este seria um pensamento que eu tinha antigamente. Hoje, não
sei.
Há dois anos atrás eu estava sofrendo por um amor não
correspondido - hoje em dia não sei como pude gostar e sofrer por ele, mas
sofri. Eu estava em um hotel em São José dos Campos, era noite e eu deprimido
chorando. Conheci um rapaz que estava hospedado no mesmo hotel que eu através
de um aplicativo de encontros. Ele subiu até meu quarto onde deitados na cama, começamos a conversar e nos conhecermos. Ele não sabia quem eu era, mesmo assim
conseguiu ler minhas expressões e saber muito sobre mim.
Ele viu que eu estava mal, era tão sensível que conseguiu
sentir isso em mim. Foi quando ele começou a me dar vários conselhos: Do nada
disse que eu precisava me cuidar. Logo em seguida explicou que precisava me
valorizar mais, me amar mais. Que eu era bonito demais para estar sofrendo
daquele jeito.
Apesar de eu não ter dito uma palavra, ele conseguiu saber
exatamente o que eu sentia dentro de mim, o que pensava e estava dentro do meu
coração. Naquele momento ele me deu uma injeção de ânimo que fiquei feliz e na
mesma hora me valorizei. Comecei a me amar mais depois de ele ter me dito
coisas bonitas.
Dia seguinte ele foi embora e perdemos contato.
Dois anos depois – atualmente – tive a chance de conversar
com ele de novo. Na verdade, fui agradecer por ele ter me dado aquele incentivo
anos atrás. Me decepcionei. A pessoa que encontrei hoje foi totalmente
diferente do que conheci na época: ele foi grosso, rude, mal educado e sem
paciência. Mas como?? Ele pareceu ser tão bom, foi em meu quarto e me disse
coisas bonitas. Ele se lembrou de mim, mas não fez questão.
Ele não entendeu
que suas palavras pra mim naquele dia surtiram bons efeito que levo até nos
dias de hoje.
Na escola eu sofria bullying por ser negro, pobre, orelhudo e
ter cabelo grande. Chegava em casa e tinha que ouvir que eu era vagabundo, não seria
ninguém na vida e alguns familiares questionando minha sexualidade como se
fosse da conta deles (leia sobre isso aqui).
Por conta das agressões que eu recebia de todos os lados, um
dia tive a brilhante ideia de ir armado com uma faca para a escola. Minha intenção
era esfaquear meus agressores e assim ficar livre dos meus problemas. Era isso
que passava pela minha cabeça. Eu estava cansado, todos os dias
chegava em casa chorando e no desespero quase tentei o homicídio. Minha idade
na época? Devia ter meus 12 anos e meus agressores pessoas muito mais velhas
que eu.
Naquele momento não pensava que poderia ser preso, não imaginei
a dor que eu causaria aos familiares dos agressores, apenas queria que eles
sentisse uma dor maior da que estavam me causando. Eu acho que foi Deus agindo
neste momento, pois todos os dias que cheguei a levar faca para a escola, meus
agressores não tinha ido.
Infelizmente consigo lembrar e sentir o desespero dessa
época. A mesma faca que levei a escola foi o objeto com que tentei cortar meus
pulsos. Naquele dia meus agressores não tinham ido à escola, mesmo assim não chegava
a ser um descanso pra minha cabeça. O desespero nesse dia foi tanto, que ao estar
no meu quarto em mais uma tentativa de suicídio, acabei me desesperando após inúmeras
vezes passar a faca pelo meu pulso.
Muitos anos depois fui descobrir e ver casos contados pela mídia
de garotos agredidos na escola (e em casa) que tentaram fazer o mesmo que eu.
Infelizmente por não ter alguém que me defendesse, acabei
criando e carregando traumas de infâncias que possuo até nos dias de hoje, medo e insegurança. O Eric Smith, relatado no vídeo acima também sofria bullying
e acabou cometendo assassinato.
Bullying pode causar isolamento, transtorno de personalidade
e depressão, segundo especialista.
Segundo a psicóloga especialista em bullying infantil,
Flávia Tavares, a prática pode ter uma grande influência negativa na vida da
criança e do adolescente, que pode até levá-lo a praticar a ação com outras
pessoas no futuro. “Podem causar mudança no comportamento. A criança ou a
pessoa pode ficar isolada, não sair de casa com medo. Até mesmo pode mudar o
comportamento dessa pessoa, quando ela sofre bullying quando criança, e se
torna adulta, vê que está mais forte e mais poderosa, ela pode até fazer isso
com as outras pessoas que ela possa se achar superior. Então ela pode vir até a
praticar o bullying. E pode causar também muito sofrimento. Além do isolamento
ela pode vir a ter uma depressão, causar transtorno de personalidade e por aí
vai.”
Hoje teve apresentação de Fernanda Abreu, no espaço Caixa Cultural. O evento foi super descontraído. Marcus Preto inicia um papo musical com a artista que, entre uma conversa e outra, cantava suas maiores músicas e revelava segredos por trás de cada canção, segredos estes que serviram de trampolim para seu sucesso, desde a época de Blitz até chegar a carreira solo. Fiquei muito feliz por ter ido vê-la de perto. Achei fantástico o evento.
O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) está realizando o
“35º Panorama da Arte Brasileira – 2017“, exposição com curadoria de Luiz
Camillo Osorio – diretor do Departamento de Filosofia da PUC-RJ.
Segundo informação colhida no site do MAM (imagem abaixo), o
coreógrafo apresenta La Bête, uma performance em que ele se torna um Bicho de
Lygia Clark e pode ser manipulado pelo público.
O Artista fluminense Wagner Schwartz
se apresentou nu, onde é possível ver uma criança interagindo com ele deitado,
mostrando suas partes íntimas.
O Museu de Arte Moderna de São Paulo se pronunciou ainda na
noite desta quinta-feira sobre o vídeo. O MAM afirmou que “tem a prática de
sinalizar aos visitantes qualquer tema sensível à restrição de público” e que
“a sala estava devidamente sinalizada sobre o teor da apresentação, incluindo a
nudez artística”. Segundo o Museu, “o trabalho não tem conteúdo erótico”.
Hoje é meu aniversário. Era para ser apenas mais um dia comum, mas no meu interior é como se fosse o fim do mundo ou a volta de Cristo. #Catástrofe!
Como este ano não tive festa – nem um bolo simbólico – tô usando
a foto de um bolo do ano passado.
Quando tinha meus 18 anos, na flor da idade, eu nunca me
imaginei chegar aos 30. Eu achava inaceitável a pessoa envelhecer e demonstrar
sinais de idade no corpo. Na medida do possível eu usava cosméticos acreditando
que ficaria para o resto de minha vida com a aparência e aquela idade. Eu era
aquele garoto que debochava de pessoas mais velhas que eu, até que um dia um
amigo me disse: “você vai envelhecer também” – e eu respondia – “nunca vou envelhecer! Quando chegar aos 30
anos vou me suicidar”. Bom, cheguei aos 30 hoje e não me sinto completamente
realizado em nada!
A cada ano a gente faz um balanço de nossas vidas, vemos
tudo que passamos e pensamos como será o futuro e exatamente isso que me
assusta. Continuo não querendo e com medo de envelhecer.
Geralmente semanas
antes do meu aniversário me sinto triste, infeliz, choro por bobeira e me sinto
mais sensível. Acabei conhecendo pessoas e ouvindo relatos parecidos com o meu,
pessoas que têm os mesmos sintomas de infelicidade e tristeza no dia ou semanas
antes de completar mais um ano. Não fiz nada de grandioso hoje, acho que por
isso fiquei ainda mais deprimido. Estava esperando uma festa surpresa, mas nem
os parabéns de pessoas mais próxima eu ganhei, apenas de algumas.
“Você não tem foto pelado na internet e nem vídeos de
sexo, e mesmo assim conseguiu se dar bem na vida. Esse é o segredo do sucesso?
Ser discreto para ganhar clientes?”
(Pergunta feita por
um garoto de programa)
No início eu postava foto pelado não somente no meu blog,
mas em anúncios de garotos de programa. Com o passar do tempo resolvi agir de
forma “comportada”. Não queria que alguém viesse ao meu encontro pelo meu corpo
e sim pelo que sou. E deu certo!
Com isso, muita gente acha que esse é o segredo do
sucesso e me pergunta passo a passo. Gente, eu não sei! As coisas em minha vida
aconteceram sem planejar. Eu sonhava em ser conhecido, mas não ficava igual um
desesperado fazendo “coisas” para chamar atenção. Foi vindo naturalmente. O que
ajudou a dar um pontapé na minha popularidade foi o fato de eu ter sido um morador
de rua e ter dado a volta por cima. Hoje acabei me tornando inspiração para
muita gente que me divulga e compartilha meu trabalho.
Trecho da entrevista para Rede Tv. Assista ela completa ( AQUI )
Quer mesmo ser famoso? Transforme uma desgraça em sua
vida em holofote. O fato de eu ter morado na rua, passado fome e depois ter
dado a volta por cima e ficado rico, me ajudou a “aparecer”. E quando você tem
uma história de vida assim, você acaba chamando a atenção. Tem um vídeo do blog
Diva Depressão muito divertido onde eles ensinam os caminhos para ser
subcelebridade.
Enquanto fazia um tour por São Paulo, acabei notando como
funciona a prostituição a luz do dia e acabei achando curioso algumas situações
sobre meus amigos profissionais do sexo. Estava no centro da cidade quando
percebi que estava ao lado de um parque, aonde fiz questão de conhecer. O lugar
era dividido em grupos: de um lado as garotas, do outro os meninos de programa
e espalhados por todos os cantos estavam os trombadinhas. Não sou o melhor dos
melhores, mas queria pelo menos dar umas dicas a esse povo que trabalha na rua:
Pare que tá feio. Eu explico.
ROUPAS: Como sempre venho dizendo, não precisa ser belo para se
prostituir, mas isso não quer dizer que você tenha que usar qualquer coisa pra
sair de casa, né. Vi tantos meninos, até que bonitos, mas usando camiseta de liquidação,
daquelas que você sai na rua e vê trinta pessoas usando a mesma, junto de
bermudas militares e tênis falsificados. Nessa hora eu estava na dúvida se eram
garotos de programas ou assaltantes. Na hora acabei dando uma de estilista Ronaldo
Esper e alfinetei alguns dos meus companheiros de profissão. No meu início de
carreira eu também não tinha dinheiro para comprar roupas. Acho que por isso
foi difícil arrumar clientes na época.
CARNE NO AÇOUGUE: Outra coisa que eu acho errado no sexo pago são os garotos
se oferecerem ao invés de deixarem serem procurados. Estando na rua, não quer
dizer que você tenha que se vender igual na 25 de Março aonde os ambulantes
esfregam os produtos na sua cara quando passam perto deles para que você os
leve. Teve um garoto que estava se oferecendo pra mim, tentou puxar papo na intenção
de logo em seguida oferecer sexo, mesmo nem sabendo se eu estaria interessado. Mesmo
na rua, a gente tem que se colocar no nosso lugar. Não é por sermos gay que
somos “obrigados” a transar, ficar de pau duro e gozar com qualquer pessoa, do
mesmo jeito que uma mulher por ter uma buceta entre as pernas, não é obrigada a
dar pra qualquer homem só por ser mulher. É mais prazeroso saber que o cliente
chegou até você por vontade própria.
CLIENTES: Nem os clientes (os pobres) hoje em dia sabem chegar num
garoto de programa. Esse mundo tá perdido! Eu não estava fazendo programa na
rua, e mesmo estando parado, chega um coroa perto pra me intimar. Logo de cara
ele chega perguntando o que eu curto fazer na cama e nem espera minha resposta
e começa a falar de sua vida, problemas de saúde e reumatismo. Sabe aquelas
pessoas que sabem que você cobra por sexo, mas fica horas e horas falando na
sua cabeça e no fim das contas não te chama pra fuder e empaca sua foda com
outras pessoas? Então, ele é esse tipo de pessoa. Quando ele deu uma pausa e me
pergunta novamente do que eu gosto, não pensei duas vezes e mandei: “curto
dinheiro, viagens e andar de helicóptero”. Ainda sim ele não entendeu o fora
que eu estava dando e diz: “eu curto beijar, namorar e fuder muito”. Então eu
rebato dizendo: “que pena, temos gostos diferentes. Tchau” e saí andando.
GAROTAS DE PROGRAMA: Miga, sua loca, que cê tá fazendo?! As garotas de programa
de rua do centro de São Paulo são bonitas, bem naturais. Acabei recebendo a
cantada de uma delas, que me chamou a atenção por sua beleza. Não estava
exagerada como muitas ficam, todas pintadas parecendo o Bozo. A beleza natural
dela dispensa qualquer maquiagem.
O problema foi a sua
amiga ao lado, estava vestida como se tivesse indo para um show de graça da
prefeitura, tadinha. Estava com cara de puta pobre. Sapatinho cano alto da promoção
da Azaleia (daquelas que na primeira lavada fica tudo russo), jaquetinha de
couro idêntica das festas de peão e uma calça de legging. Toda puta pobre usa
legging, pois ela é muito barata. Mais barata que um saco de arroz. Uma amiga
minha uma vez levou uma bronca de um cliente que disse a ela: “não te pago 4
mil reais pra você usar isso comigo”. Na mesma hora ela contratou um especialista
em moda e hoje sabe se vestir bem.
FALSIFICAÇÃO: Última dica: Amigos, cliente bom de verdade (falo dos ricos
e que pagam bem) conhecem marcas de grife, então, não adianta aparecer com uma
camisa falsificada da Lacoste achando que tá fazendo sucesso, pois não tá e
eles perceberam a falsificação bem antes que você. Eu, por exemplo, de longe
consigo identificar uma imitação. Quando vem com aquele papinho de que pagou
barato, pois estava na liquidação, já sei que é mentira. Eu sou um cliente fixo
da Lacoste e nunca ganhei desconto numa camiseta a ponto de pagar abaixo de 300
reais por ela. Isso quando não aparecem com o jacarezinho da marca de cabeça pra
baixo. Meu Deus, um dia vi um menino usando na rua, quase voei nele e arranquei
a camisa a força. Cuidado!
Mesmo minha função ser a de agradar o cliente e fazê-lo
gozar, eu também tenho outro ponto de vista aonde eu quero ser agradado e sair
satisfeito. As pessoas hoje em dia acabaram se esquecendo de muita coisa que
poderia ser feita na cama para agradar o outro. Há uns anos atrás, já tive um
número maior de clientes que estavam mais preocupados em me fazer gozar do que
eles gozarem. Hoje em dia a situação mudou muito e não é todo mundo que está a
fim de satisfazer. Pensando nisso, resolvi criar o 30 fatos sobre mim, segunda
parte (mas desta vez somente com 10 fatos). Assim as pessoas vão me conhecendo
melhor e não vai me fazer passar raiva quando saírem comigo. (30 FATOS SOBRE MIM, CLIQUE AQUI)
FATO 01: Eu adoro que alise a palma da minha mão. De todas
as pessoas que eu saí (e olha que não foram poucas), somente três pessoas
conseguiram descobrir este meu ponto fraco, que é alisar suavemente a palma da
minha mão, quase que na intenção de fazer cócegas. Eu chego a ficar desfalecido
com isso, de tão gostoso que eu acho.
FATO 02: Gente, vamos falar menos, beijar mais e melhor! Não
suporto quando alguém vem me beijar fazendo bico como se fossem soprar velas de
aniversário. E tem gente que ainda inova e acaba colocando a língua pra fora e
pra dentro, como se fosse cobra (e com o bico esticado). Galera, selinho você
dá na sua mãe, filhos e amigos (eu beijo meus amigos com selinho), agora pra
ficar comigo, mete a porra dessa sua língua dentro da minha boca, caralho! Tá
economizando saliva?
FATO 03: Eu sinto falta das pessoas que faziam beijo grego
em mim. Cadê esse povo hoje em dia que adora enfiar a cara em um cu? Eu me
amarro em chupar bunda, e não dispenso quando querem chupar a minha (hoje em
dia tá raro acontecer. Igual você achar algum ativo, quase em extinção). Sim,
gosto de chupar aquela bunda cheirosa e bem cuidada. Tem umas com brotoejas por
aí que não rola, né.
FATO 04: Chupem meu pau. Eu gosto que façam boquete em mim.
Até no sexo oral pode ser transmitida doenças (eu não tenho), mas não estou
aqui pra dar aula de DST, mas que ocupem mais suas bocas com o pau dentro
delas. É tão CHATO quando você sai com alguém e a pessoa quer que você faça
tudo e não tem a iniciativa de ir pra cima de você, te beijar, enfiar o pau em
sua boca e se engatarem num 69. Tenham mais atitude, pois a pior coisa que tem
é ficar mendigando boquete e implorando que faça tal coisa.
FATO 05: Eu adoro chupar pau. Sério, gosto mesmo. Mas
enquanto eu estiver chupando, isso não impede que vocês alisem meu corpo,
apertem minha bunda e criem situações mais excitantes para que gozemos melhor.
Estar com pau na boca é bom, mas se vocês não colaboram para que a situação
fique melhor, o tesão cai na hora.
FATO 06: Não apertem meu saco, principalmente na hora que eu
estiver gozando. Isso me machuca e o esperma acaba voltando (pro saco).
FATO 07: Se você é assexuado e não gosta de penetração,
colabore, chame algum amiguinho seu pra me comer, ou coloque um filme pra
animar a situação pelo menos. Tem homens que sai com mulher e exige que elas
gozem enquanto fazem sexo oral neles. Se gozar com o pau dentro já é difícil,
imagine então gozar se masturbando e chupando pau. Sem estímulo ainda, complica
um pouco.
FATO 08: Já tive muitos clientes que sempre transou do mesmo
jeito. Cadê a criatividade, meu povo?!! Me leve pra transar no mato, na escada
do prédio, no banheiro, dentro do carro, pode ser até no necrotério, mas me
leve, vamos mudar.
FATO 09: Quem não gosta de receber elogios? Todo mundo, né?
Então, não economizem elogios ao corpo do parceiro na hora. Mostre que está
satisfeito com o que tem e mostre (finja pelo menos) que tá sentindo tesão na
hora. Uma mentirinha pra esquentar o clima nessas horas vale.
FATO 10: Não coloque a mão no meu umbigo, gente. Além de eu
passar mal com isso, me dá um ódio que sou capaz de meter a voadora com os dois
pés juntos bem na sua cara.
Assistam ao vídeo abaixo, onde Bruna Surfistinha dá dicas de
sexo. São coisas valiosas e que valem tanto para o casal hétero como gay. Boa
noite e boa gozada.
Eu acredito em sinais. Sabe aquela sensação de que vai acontecer
algo e que te impede de sair de casa? Então, eu acredito e o medo que sinto
impede que eu faça. Quando estava prestes a comprar minhas passagens aéreas de
Curitiba para São Paulo, várias coisas aconteceram para que eu não comprasse:
Primeiro - Não consegui comprar a passagem: Isso pra mim já
foi um sinal do tipo: Deus não quer que você viaje, então não vá.
Segundo – Meu amigo me manda mensagem dizendo que teve sonho
estranho comigo: Puta que pariu, ele me disse que sonhou comigo e que foi
estranho. Isso só fortaleceu para que eu não fosse. Até passei no aeroporto pra
ver os voos e se não achasse um bom, era um sinal mesmo para eu não ir.
Terceiro - Não achei o voo: Diretamente no aeroporto e não ter o voo
que me favoreça? Gente, é um sinal.
Acabei saindo de Curitiba de ônibus e acabei indo mais
relaxado do que se tivesse num avião. Eu sei, já voei várias vezes, mas não me
acostumei ainda com os novos sons que sempre ouço num avião. Qualquer barulho
novo eu sempre acho que ele vai cair. Sem contar a pobreza do “lanche especial”
que eles servem no avião pra gente (dois dedos d’água e um Cream Cracker). Fala
sério, a primeira classe pra Dubai a comida é de verdade.
Tem um vídeo do Paulo Gustavo que fala EXATAMENTE como eu me
sinto quando estou dentro de um avião. Vale a pena conferir, pois é muito
divertido!
As coisas na minha vida não foram fáceis de conquistar. Tudo
foi conquistado com o tempo e com muita luta. Depois que organizei minha vida e
me tornei independente, com condições financeiras para ter o que o dinheiro
pudesse comprar, acabei ficando mal acostumado, me tornei um garoto mimado que
tem que ter tudo aquilo na hora que bem entende, e não é bem assim que
funcionam as coisas. Sempre quando surge algum “imprevisto” da vida, que ela se
aproxima como um estuprador para tentar me fuder, fico chateado, sem reação e às
vezes perdido, sem saber qual rumo tomar. Ainda bem que existem pessoas que
colocam um pouco de juízo em minha cabeça. Depois de tudo que passei, ainda não
aprendi a receber um NÃO por aquilo que desejo e ainda não consegui. Desistir não
é meu forte, mas isso não impede de eu ficar muito chateado após ter tido esperança
de realizar um sonho que não aconteceu no dia que eu queria, mas que não tem
nada para impedir de que aconteça hoje, amanhã ou depois. Tudo tem seu tempo, e
eu ainda tenho que entender que o tempo de Deus é diferente do meu, que ele vai
me dar o que eu preciso, quando ele achar necessário.
Moral da história: Ah, tô muito chateado por não ter
realizado um desejo, que não está longe de acontecer e é só uma questão de paciência
para esperar chegar até mim.
Hoje tive a certeza de algo que martelava em minha cabeça, mas eu negava em aceitar. Sabia que era possível, mas não queria enxergar. Por mais que você faça, se mate e se empenhe em ajudar os outros, para eles sempre será pouco e sempre vão falar de você. Tudo o que fizer será motivo de incômodo e inveja, por mais que seja simples e sem luxo em sua vida, sempre vai ter alguém te invejando.
Pessoas reclamam de tudo o tempo todo. Não sabem dar valor nas pequenas coisas da vida e acham que abrindo a boca e desejando mal aos outros vai melhorar em algo. Muita gente deixa de seguir um caminho por medo da reação dos outros, com medo da crítica e boatos maldosos. Muita gente deixa de viver e seguir em frente por medo de ser apontado. Não se preocupe com isso, agindo certo ou não, eles vão te apontar, xingar e amaldiçoar do mesmo jeito. Seja feliz do jeito que é e não ligue pro que dizem. Se eu fosse de dar ouvidos a tudo o que eu ouvi dos outros, hoje eu ainda estaria morando no interior, onde tinha tudo pra casar, ter filhos e ficar gordo na beira de bar enchendo a cara de pinga, como tenho visto vários amigos que passaram anos estudando fazendo, ou, quem sabe estaria envolvido com drogas, como a maioria se envolveu também.
Hoje acordei feliz. Me arrumei para começar meu dia, saí nas ruas, comprei roupas, perfumes, bonés, enfim, fiz tudo o que me deu vontade. Enquanto gastava, me lembrava da época em que era raro eu comprar coisas e até mesmo não ter o dinheiro para fazer isso. A cada peças de roupas que comprava, me lembrava de quando morava no interior, com roupas feias e rasgadas. Guardava as roupas boas para sair, e deixava as velhas pro dia a dia. Cheguei num ponto de ter apenas 2 bermudas, 7 camisas e 1 calça. Não tinha roupa pra nada, e ouvia muito de minha família quando saíamos para comer fora e me diziam que eu deveria me vestir melhor, pois do jeito que eu estava não dava. Nunca me esqueci disso, e por isso, tenho problemas com compras, e chego a gastar muito.
Hoje em dia tem gente que me chama de esnobe, mas não me vejo dessa forma. Eu sempre quis gastar em lojas, comprar perfumes, roupas e gastar com viagens, e isso não é ser esnobe, eu apenas tive ambição na vida pra correr atrás de minhas coisas pra poder fazer o que tive vontade, e agora que consegui, por que deixaria de fazer?
Mas tenho a agradecer a Deus e algumas pessoas que me ajudaram a chegar até aqui.
Nada do que busco está sendo algo fácil de se achar. Não só na forma afetiva como relacionamentos, mas até no sexo casual. Descobri que metade dos meus "problemas" são causados por pessoas que diariamente entram em contato comigo, me deixando tenso e muito estressado por serem na maioria das vezes "burros". Os que me irritam mais são os que se dizem "héteros", pedem discrição e exigem que você fique à mostra numa vitrine para que eles primeiramente possam admirar. A grande maioria acha que por serem casados e "gostosos", estamos sujeitos a qualquer exigência que eles nos impõe, ou seja, se achando especial além da conta. Outro tipo de situação que me incomoda são os que pedem sigilo total, e quando vou encontrá-los, são pessoas com a imagem mais queimada que a minha! Entende? E têm aqueles que me chamam de "nervosinho" (quem me conhece sabe) e não entendem o motivo de eu ser bruto quando me procuram.
Meu gosto é mais ou menos assim, como o vídeo da Preta Gil diz: (tô brincando).
Não existe gente feia, o que existe são gostos diferentes. Por isso
tenho saudades dos cariocas. Pessoas muito melhores e mais educadas.